LIÇÃO 8 – A SUPREMA ASPIRAÇÃO DO CRENTE
TEXTO
ÁUREO
"Prossigo para o alvo, pelo
prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Fp 3.14)
VERDADE PRÁTICA
A maior aspiração do crente deve ser
a conquista do prêmio da soberana vocação em Cristo Jesus.
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, aprenderemos que o
alvo da vida do apóstolo Paulo era somente um: conquistar a excelência do
conhecimento de Jesus Cristo (Fp 3.8,10) “E, na verdade, tenho também por perda
todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor;
pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para
que possa ganhar a Cristo para conhecê-lo, e a virtude da sua ressurreição, e a
comunicação de suas aflições, sendo feito conforme a sua morte”. Semelhante a um
atleta, o apóstolo se esforçava para alcançar este objetivo, pois era
consciente de que o exercício de aprender cada dia mais de Jesus exige labor e
disposição para servir. Prosseguindo para "o alvo, pelo prêmio da soberana
vocação de Deus em Cristo Jesus", Paulo convidou os filipenses a imitá-lo,
despertando-os à esperança de um dia receberem a mesma recompensa (Fp 3.14-17)
“prossigo
para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Pelo que
todos quantos já somos perfeitos sintamos isto mesmo; e, se sentis alguma coisa
doutra maneira, também Deus vo-lo revelará. Mas, naquilo a que já chegamos,
andemos segundo a mesma regra e sintamos o mesmo. Sede também meus imitadores,
irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim
andam”.
I - A ASPIRAÇÃO
PAULINA
1. "Prossigo para o alvo". Para
participar de uma maratona, o atleta tem de treinar muito. É preciso esforço,
dedicação e trabalho para alcançar o prêmio final. Paulo utiliza neste texto a
analogia do atletismo, a fim de mostrar aos filipenses que o crente em sua
caminhada também precisa se esforçar para conhecer mais a Cristo, deixando de
lado os embaraços dessa vida e o pecado, mantendo o foco em Jesus. Quando o
crente deixa de olhar firmemente para o "Alvo", corre o risco de
tropeçar e cair, podendo até abandonar a fé. Vigiemos, pois, em todo o tempo,
na dependência do Senhor.
2. O sentimento de incompletude de
Paulo. Paulo sabia que havia muita coisa ainda a ser conhecida. Por isso,
nunca corria sem meta (1 Co 9.26) “Pois eu assim corro, não como a coisa
incerta; assim combato, não como batendo no ar”. Mesmo estando no cárcere, o
apóstolo declara estar disposto a avançar para as coisas que estavam diante
dele (Fp 3.13b) “mas
uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando
para as que estão diante de mim”. Paulo era um homem que confiava em Deus. E,
assim, seguia confiante, pois no Senhor ainda teria grandes desafios em seu
ministério. Sua força estava em Deus. Eis porque venceu grandes lutas e foi
fiel até o fim. Para vencer, temos que igualmente olhar para frente e
"esquecer das coisas que atrás ficam" (v.13).
3. O engano da presunção espiritual. Paulo não se
deixou enganar pela falsa ideia de ter alcançado a perfeição. Os mestres do
gnosticismo afirmavam ter alcançado tal posição e, assim, reivindicavam ser
iluminados e não terem mais nada a aprender ou que desenvolver. Paulo, contudo,
refutou esse pensamento equivocado, demonstrando que a conquista da perfeição
será para aquele que terminar a carreira e ganhar a vida eterna, pois o prêmio
está no final da jornada e não em seu início ou meio (1 Co 9.24) “Não sabeis vós que os
que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio?
Correi de tal maneira que o alcanceis.” (Gl 6.9) “E não nos cansemos de
fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido”.
1. Somos perfeitos (3.15)? O vocábulo
"perfeito", empregado por Paulo neste texto, tem um sentido especial,
pois se refere à "maturidade espiritual". Em termos de recebimento do
benefício da obra perfeita de Cristo no Calvário, todos nós já alcançamos tal
"perfeição". Neste sentido, a nossa salvação é perfeita e completa.
Segundo o Comentário Bíblico Beacon, quando a expressão paulina refere-se aos
filipenses tratando-os de "perfeitos", neste versículo, apresenta-os
servindo a Deus no Espírito, isto é, não confiando na carne (3.3).
2. O cristão deve andar conforme a
maturidade alcançada (3.16). Quando Paulo diz, "andemos
segundo a mesma regra", não significa caminhar segundo os regulamentos da
lei mosaica, tão requerida pelos judeus convertidos a Cristo. Trata-se de andar
conforme a doutrina de Cristo, segundo aquilo que já recebemos do Senhor.
Assim, esse "andemos segundo a mesma regra" denota modo de viver,
atitudes, ações, obras, e comportamentos em geral, semelhantes aos do Senhor
Jesus, que o crente deve seguir. Aprendemos com Paulo que não basta
"corrermos", pois se realmente desejamos progredir em nossa vida
cristã, devemos conhecer e obedecer aos preceitos da Palavra de Deus até o Dia
de Jesus Cristo (Fp 1.6) “Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós
começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo”.
3. Exemplo a ser imitado (3.17). Paulo
procurou em tudo imitar o Mestre, servindo apenas aos interesses da Igreja de
Cristo (Fp 2.17) “E,
ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé,
folgo e me regozijo com todos vós”. Dessa maneira, exortou os
filipenses a que o imitassem assim como ele imitava ao Senhor (Fp 3.17) “Sede também meus
imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos
que assim andam”. Como obreiro de Deus, Paulo tinha um caráter ilibado e os filipenses
deveriam tê-lo como um exemplo a seguir. Se quisermos servir ao Senhor com
inteireza de coração, precisamos seguir os passos de Jesus - o nosso modelo de
homem perfeito (Hb 12.2) “olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o
qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a
afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus”.
1. A atualidade do desejo paulino. O propósito de
Paulo em relação a si e aos filipenses deve servir-nos de instrução, pois as
dificuldades, tentações e demais obstáculos que serviam de empecilhos à vida de
comunhão naquela época continuam atuais e bem maiores. Mais do que nunca,
devemos nos esforçar para vivermos uma vida de íntima comunhão com Deus (Fp
3.12) “Não
que já a tenha alcançado ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar
aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus”.
2. O cristão deve almejar a
maturidade espiritual. Seguindo o exemplo de Paulo, reconheçamos que ainda precisamos
alcançar a perfeição. Sejamos sóbrios e vigilantes, reconhecendo também o
quanto carecemos de maturidade espiritual e de um maior conhecimento acerca da
pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.
3. Rejeitando a fantasia da falsa
vida cristã. Paulo era um sofredor consciente, um homem que sabia o quanto é
difícil ser fiel a Deus. Ele, porém, suportava tudo por causa da obra de Deus
(Fp 2.17) “E,
ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé,
folgo e me regozijo com todos vós”. Quem quiser viver assim nos dias
atuais, precisa reconhecer que padecerá as mesmas angústias (2 Tm 3.12) “E também todos os que
piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições”. Semelhante ao
apóstolo Paulo, podemos ter certeza de que receberemos o "prêmio da
soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Fp 3.14).
Toda a vida de Paulo era centrada na
pessoa de Jesus Cristo. Ele tudo fazia para agradá-lo. Sua grande aspiração era
conhecer mais do Mestre da Galileia. Por isso, o apóstolo podia declarar:
"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em
mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me
amou e se entregou a si mesmo por mim" (Gl 2.20).





















